Stablecoin lastreada em cripto
Também chamado de: stablecoin colateralizada em cripto · stablecoin sobrecolateralizada · crypto-backed stablecoin
Definição
Uma stablecoin lastreada em cripto é uma moeda estável criada a partir de garantias em criptomoedas depositadas em contratos inteligentes, normalmente com mais valor em garantia do que em moedas emitidas.
Como funciona: Stablecoin lastreada em cripto
Em vez de dólares num banco, o lastro fica on-chain. Você deposita, por exemplo, ETH num contrato, e ele permite gerar uma quantidade menor de stablecoins. Essa folga se chama sobrecolateralização e existe porque o preço do colateral oscila. O exemplo mais conhecido é o DAI, do protocolo Maker (hoje parte do ecossistema Sky).
Cada posição tem uma taxa mínima de colateralização. Se o valor da garantia cair abaixo desse limite, o contrato liquida a posição: vende o colateral, quita a dívida e cobra uma penalidade. Assim o protocolo tenta garantir que toda stablecoin em circulação tenha garantia suficiente.
A vantagem é a transparência: qualquer um pode conferir as garantias na blockchain. As desvantagens são a ineficiência de capital, o risco de contratos inteligentes e o risco de quedas bruscas que liquidam muita gente ao mesmo tempo. Alguns protocolos também passaram a aceitar ativos reais e outras stablecoins como colateral, o que muda o perfil de risco.
Exemplo
Suponha um protocolo com colateralização mínima de 150%. Você deposita 2 ETH a 3.000 dólares cada, ou 6.000 dólares, e gera 3.000 stablecoins, ficando com 200% de colateralização. Se o ETH cair para 2.250 dólares, sua garantia vale 4.500 e a razão chega a exatamente 150%. Abaixo disso, a posição pode ser liquidada.
Erros comuns
- Gerar o máximo de stablecoins permitido e ficar colado no limite de liquidação.
- Esquecer que, além do preço, a taxa de estabilidade (juros) aumenta a dívida com o tempo.
- Achar que transparência on-chain elimina o risco de bug no contrato inteligente.
Aprenda e pratique
Perguntas frequentes
O DAI é lastreado em quê?
Originalmente em ETH e outros criptoativos depositados em contratos. Com o tempo, o protocolo passou a incluir outras stablecoins e ativos do mundo real entre as garantias.
Por que precisa de mais garantia do que o valor emitido?
Porque o colateral oscila. A folga dá tempo para liquidar posições antes que a garantia valha menos do que as stablecoins emitidas.